terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Refúgio de gênios e artistas



Essa imagem do Itararé e Boa Vista podem nos dar uma vaga idéia do que era São Vicente na década de 1950. Na foto está em destaque o Edifício Nova Iguaçú, que reinou por alguns anos como símbolo da modernidade arquitetônica, destinado a ser desfrutado apenas por um seleto grupo social de veranistas e uns poucos moradores fixos. Nesse prédio residiu por dois anos e meio o célebre escritor e médium italiano Pietro Ubaldi, autor de vasta obra filosófica inspirada pela entidade "Sua Voz". Seu livro mais famoso é o tratado científico A Grande Síntese, que recebeu elogios significativos de Albert Einstein, sobre os revolucionários conceitos de física quântica ali contidos. Chico Xavier (Emmanuel) definiu o livro como "O Evangelho da Ciência". Nesse endereço da Avenida Manoel da Nóbrega, 686, esquina com Quintino Bocaiuva, Ubaldi ocupou o apartamento 92, cedido pelo amigo Rinaldi Rondino. Depois dessa estadia no Itararé, o escritor italiano foi morar no edifício Nova Era, na Praça 22 de Janeiro, 531, onde ocupou dois apartamentos, incluindo a cobertura, também cortezia de um amigo de Catanduva.


Pietro Ubaldo viveu toda a década de 1960 em São Vicente e faleceu no Hospital São José no dia 29 de fevereiro de 1972. Seus restos mortais estão sepultados no Cemitério da Saudade, quadra 13 -72S.

Ubaldi em frente ao Edifício Nova Era, na Praça 22 de janeiro

Recentemente Iguassu foi restaurado em sua aparência original, depois de quase três décadas exibindo uma pintura e revestimento numa reforma no início dos anos 80.

4 comentários:

roberta disse...

Parabéns pelos blogs Dalmo, tenho acompanhado e seguido todos!
um abraço
Roberta

Anônimo disse...

Muito bom o blog em prol da memória. Sugiro uma foto do edifício everest da rua gonçalo monteiro. No google maps a rua já foi escaneada.
abs

Anônimo disse...

Lindas as fotos de S. Vicente antigas. Gosto de comparar com a S. Vicente de hoje. Abraços

Anônimo disse...

Caro Editor,

Meu avô adquiriu o apto. 91 na década de 1950, e depois meu pai (genro dele) o adquiriu na década de 1970. O prédio sempre se chamou Edifício Iguassu, e nao Nova Iguaçu.

Quem ia de vez em quando para lá era o Stênio Garcia com seu SP-2. Eu mesmo passei a infância, até 1977 mais ou menos, indo todo verão e julho lá.

São Vicente evoca-me memórias muito caras. As explosões da pedreira Concretex, o blum-bulum, blum-bulum do trem, o bar-pizzaria onde meu tio comprava cervejas e sorvetes...

Se quiser fotos de SV dessa época mande-me e-mail em pvt (maob55@gmail.com)