segunda-feira, 2 de abril de 2012

Obra de Saturnino de Brito no Gonzaguinha


Estação Elevatória de Esgoto Thomé de Sousa, na Praia do Gonzaguinha (Largo Thomé de Souza). A estação foi projetada há mais de 100 anos pelo engenheiro Saturnino de Brito e restaurada recentemente pela Sabesp. O patrimônio histórico arquitetônico está sendo utilizado espaço cultural para funcionamento de uma gibiteca.

Saturnino de Brito criou estações elevatórias
As estações elevatórias faziam parte do revolucionário projeto de saneamento que o médico sanitarista Saturnino de Brito implantou na Cidade. As unidades construídas no início do século passado possuíam abrigos revestidos por azulejos, com janelas, portas, e um telhado de madeira em forma de exaustor para liberar o odor provocado pelo esgoto. Na parte interna, também revestida de azulejos, tampões no chão fechavam a entrada para o poço que recebia o esgoto. Uma talha presa ao teto puxava a bomba responsável por lançar o esgoto na tubulação. De acordo com o engenheiro da Sabesp Sérgio Bekerman, das três antigas estações construídas por Brito, apenas a localizada no José Menino continua em funcionamento. "A última deve ser desativada em breve, talvez já no ano que vem, com a modernização e a ampliação do sistema da Sabesp". Segundo o engenheiro, antes de chegar à Estação de Tratamento da Sabesp, no José Menino, para ser lançado pelo Emissário Submarino, o esgoto é trazido pela tubulação utilizando a força da gravidade. "Os canos vão descendo pelo subterrâneo. Mas chega uma hora que eles vão tão fundo que não há como manter uma manutenção adequada além dessa profundidade. Então são construídas as estações elevatórias, que têm esse nome justamente porque pegam o esgoto lá no fundo, bombeiam e jogam para uma cota mais alta". De lá, explicou Bekerman, o esgoto segue novamente pela tubulação até chegar à Estação de Tratamento da Sabesp, podendo, antes disso, passar ou não por outra estação elevatória. Escoamento - Conforme o engenheiro, as estações elevatórias construídas por Saturnino de Brito tinham capacidade de escoar 80 litros de esgoto por segundo. Com o passar dos anos, tornaram-se incapazes de atender à demanda da Cidade em razão do crescimento populacional acelerado. "Por isso fomos desativando e construímos outra estação elevatória ao lado do abrigo, com maior profundidade e capacidade para escoar 220 litros por segundo".
Fonte: http://www.novomilenio.inf.br



Vândalos destroem reforma da Estação Elevatória de Esgoto de São Vicente

A ação aconteceu na madrugada do dia 23 de junho de 2011 A entrega da histórica Estação Elevatória de Esgoto Tomé de Souza, no Gonzaguinha, em São Vicente, terá que ser adiada. Depois dos investimentos da ordem de R$ 400 mil pela Sabesp, vândalos destruíram e saquearam o equipamento.A ação aconteceu na madrugada do dia 23 de junho. Eles quebraram uma das janelas restauradas, invadiram a estação elevatória, saquearam holofotes e danificaram a pintura.No ano que vem, a Estação Elevatória de Esgoto completa 100 anos. O equipamento fez parte do projeto de Saturnino de Brito para o saneamento da Ilha de São Vicente. O local é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat).Conforme o coordenador de empreendimentos da Sabesp, Luiz Alberto Neves Alário, o prejuízo vai muito além do que se vê. “Mais do que o valor econômico, a importância dessa estação é histórica. Reparar esses itens danificados vai exigir uma série de procedimentos”, explica.A grande dúvida da Sabesp, a partir de agora, passa a ser quanto à segurança do local. A empresa estuda a implantação de um cercado, no Largo Tomé de Souza, que dificulte o acesso à estação elevatória.O secretário de Turismo de São Vicente, Brito Coelho, tem a ideia de transformar a Estação Elevatória de Esgoto Tomé de Souza em uma espécie de minimuseu em homenagem a Saturnino de Brito. Assim, o interior de equipamento contaria com banners, quadros e outros itens que possam remeter à história do sanitarista.  Fonte: Jornal A Tribuna


 

Um comentário:

Anônimo disse...

Eu passava quase diariamente por aí, visto que morava do outro lado num prédio de 3 andares, no meio dos anos 70 entrei lá dentro e para minha surpresa era profundo, cheio de canos sem fim, de fora tão pequeno e dentro tão grande e aqueles tubos antigos dando nós, eram vários níveis. Eu sempre colecionei gibis que comprava num cebo que ficava em uma banca de jornal na Praça Barão do Rio Branco, só vendia tudo de gibis antigos Bolinha, Gasparzinho, terror, etc, dos anos 60, os meus preferidos e os Disney tipo Mickey. Teve um tempo que eles passaram a resfriar nos anos 80 algo congelante que ficava exposto o que diminuía o cheiro que as vezes saía.
Minha mãe até hoje mora no mesmo local foi professora do Martim Afonso durante décadas. Ed Di Lallo