segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Degradação versus vitalidade urbana

 
No centro antigo de São Vicente estão localizadas três peças arquitetônicas importantes para a vida cultural da cidade. A Igreja Matriz, de valor histórico reconhecido e que continua cumprindo sua função social religiosa; o Mercado Municipal, cuja função e propriedade (se pública ou particular) ignoramos e também desconhecemos o motivo pelo qual ostenta o título “Municipal”; e finalmente a Vila Colonial, reprodução arquitetônica cercada por troncos de madeira rústica e cujo isolamento provoca a obstrução visual de todos os ângulos da praça. Resultado: escuridão noturna, impressão de abandono, perigo aos transeuntes e certamente um incentivo à degradação do local. Os responsáveis pela manutenção daquele núcleo deveriam remover a cerca de madeira e criar uma outra alternativa de proteção da Vila. O mesmo deveria acontecer com o Mercado, que hoje não exerce sua função comercial, nem cultural. O fluxo de automóveis, com exceção do barulho, não chega a ser prejudicial e talvez seja a única coisa que ainda mantém viva aquela parte triste e decadente da cidade. Poderia ser diferente, se houvesse uma limpeza visual de urbanidade, iluminação adequada e incentivadora da recuperação e valorização dos imóveis e negócios ali estabelecidos. Quem sabe com a reforma dos quiosques e da orla do Gonzaguinha e Biquinha, a prefeitura resolva voltar os olhos para a Praça João Pessoa. Alguém conhece por esse nome?


2 comentários:

Moradores Itararé disse...

Caro Dalmo. Como vai? Seu blog continua legal e dentro das nossas preocupacoes urbanas. Informo lancamento do nosso blog, que deve tratar das questoes de Itararé bem como de SV em geral. O endereco é http://amibsv.blogspot.com.br
Pelo sua licenca para linkar seu blog no nosso e vice versa se voce achar conveniente.
Abraco. Arquiteto Eloy

Anônimo disse...

Fico imaginando se a praça jamais fosse mexida, fosse a mesma praça ue existia até 1997, certamente seria abrigo de mendigos, lembro que teve pessoas que gostaram das obras, uma pena que o Parque Cultural não tenha tantos eventos como chegou a ter antes no começo da inauguração.