quinta-feira, 10 de julho de 2014

São Vicente nos anos 70 e 80

 
 

Professoras e alunos do jardim da Escolinha Cinderela em 1978. O antigo sobrado tinha um formato arquitetônico que lembrava um castelo, daí o apelido castelinho pelo qual escolinha também era conhecida naquela época. A Escolinha Cinderela ficava na esquina da rua Uberaba com a Avenida Prefeito José Monteiro onde hoje funciona a creche Vovó Lacerda. 
 

 
 
 
 
 
Rua Uberaba: o sobradinho número 20 serviu como nossa primeira moradia; rua Rio de Janeiro: as casas vizinhas de número 280 e 294 onde moramos de 1975 a 1984;  o conjunto residencial dos militares na rua Rio de Janeiro; e o Carrefour, construído no terre da antiga pedreira do Itararé.
 
 
Em 1974 a vida urbana vicentina ainda se concentrava nos bairros antigos próximos ao centro (no ângulo formado pela rua Frei Gaspar e avenida Capitão-Mor Aguiar) e nas periferias que ainda não haviam sido cortadas pelas alças de acesso à futura rodovia dos Imigrantes (Bitaru, Vila Margarida, Jockey Club, Catiapoã, Golf Club, Beira Mar, Esplanada dos Barreiros e os diques e favelas).  O acesso a Praia Grande era demorado e feito exclusivamente pela Ponte Pênsil. A Cidade Náutica era apenas um extenso loteamento de terrenos com poucas casas em construção no final da longa e velha rua Frei Gaspar. A área continental era praticamente desabitada, havendo apenas acesso por trem pela ponte do Barreiros em direção ao então bairro rural do Samaritá. A linha ferroviária, bem distante da orla, seguia pela mata até atingir a estação do longínquo bairro Flórida em direção a Mongaguá, Itanhaém e Peruibe.  Os bairros próximos dos morros do Voturuá e Itararé eram muito modestos, sem rede de esgoto e calçamento. A Vila São Jorge, após a rua Anita Costa (esta era calçada com blocos pedra), era toda de terra e com esgoto a céu aberto.   A avenida prefeito José Monteiro, que divide a Vila Valença e o Jardim Independência, era uma rua larga de terra e pedregulhos. O calçamento e o esgoto só viriam no início da década de 1980.  No entorno dos cruzamentos das ruas Uberaba e Monteiro Lobato (canal) haviam apenas alguns estabelecimentos, os mais frequentados nos dois bairros: três padarias; o bar que hoje é o restaurante Itabaiana; uma fábrica e loja de calçados; a Market (tintas, ferragens e construção), a quintanda do Mundinho na rua Pedro Álvares Cabral; a Casa da Madrinha (perto da Igreja N.S. das Graças); a banca de jornais da Dona Esperança e o mercadinho Primo, no canal. Na direção do Itararé só haviam as pedreiras; e subindo em direção em direção à Vila Melo, o pequeno centrinho comercial na confluência com a Antonio Emerick e Anita Costa, onde tinham com destaques o supermecado Pão de Açúcar e o Cine Petrópolis. Esses dois bairros próximos das praias do Gonzaguinha e do Itararé atraíam muitos moradores de São Paulo e Santos pelos baixos custos dos imóveis e dos aluguéis. Essa demanda estimulava a construção constante de novas casas, prédios pequenos e sobrados.  
 

Caminhando na Rua Monteiro Lobato em direção à linha do trem (Zé Carlos Názara. 1983)


Meninos na rua Rio de Janeiro. (Dalmo Duque dos Santos, 1982).

 

Nenhum comentário: